DATA-BASE 2026 | Sinpro-BA divulga Carta Aberta explicando os motivos do impasse que estão causando atraso no fechamento da Data-Base 2026 dos professores da Rede Privada da Educação Básica da Bahia.

Prezados/as,

Lamentamos informar que NÃO HOUVE ACORDO, na Mediação no Ministério Público do Trabalho – MPT, ocorrida em 30 de setembro de 2026, entre o SINPRO-BA, sindicato que representa docentes da rede particular de ensino na Bahia, e o SINEPE-BA, que representa os donos de escolas particulares da educação básica em nosso estado.

É muito importante informar que houve flexibilização por parte do Sindicato dos Professores em todos os quatro itens que levamos à Mediação com o MPT:

  1. REAJUSTE GERAL COM GANHO REAL

Pedíamos INPC (4,11%) mais ganho real, mas acatamos ficar apenas com o INPC.

  1. QUALIFICAÇÃO DA HORA-AULA DE PISO, HOJE EM R$ 12,00

Pedíamos R$ 16,00; o patronal limitou em R$ 12,80; acatamos, desde que algo de positivo no pacote fosse aceito pelo patronal.

  1. LIMITAÇÃO E REMUNERAÇÃO EM RELAÇÃO AO SOBRETRABALHO E/OU EXTRACLASSE

Queríamos estabelecer pagamento imediato pelas excessivas atividades que fazemos hoje e pelas quais não somos pagos; mas aceitamos formar uma comissão pedida pelo patronal para discutir o tema e buscar solução em 2027.

  1. CALENDÁRIO DE INÍCIO DAS FÉRIAS COLETIVAS PARA OS ANOS DE 2027 E 2028

Nossa proposta inicial era unificar os 30 dias com início em 2 de janeiro de 2028 e 2029, respectivamente, mas acatamos a proposta conciliadora do MPT de começar no primeiro dia útil após o feriado de Natal de 2027 e 2028. O patronal não aceitou, teimando em começar no dia 23 de dezembro.

O SINPRO-BA fez concessões nos quatro itens, MAS OS RADICAIS DONOS DE ESCOLAS não atenderam ao único pedido por parte dos professores (o item 4).

Por se tratar de cláusula de saúde e bem-estar, em tempos de adoecimento físico e, sobretudo, mental, o Sindicato dos Professores não pode abrir mão deste tema, único que seria positivo para nós.

Já se vão seis meses em negociação. O SINPRO-BA flexibilizou em absolutamente tudo, MAS OS DONOS DE ESCOLAS – RADICAIS E INTRANSIGENTES – em nada flexibilizaram para permitir um acordo. E esta é a tônica do processo, que é desrespeitoso com quem educa, instrui, forma e cuida.

Diante da intransigência patronal, o MPT encerrou a Mediação, e o SINPRO-BA comunicou o sindicato que representa os donos de escolas que, dadas as circunstâncias, não sendo resolvido o pacote de questões, todas elas voltam ao ponto de partida, nos restando negociar ganho real, qualificação do piso, pagamento imediato pelo excesso de trabalho exigido e definição da data de início das férias em 2 de janeiro.

Mais que isto, vamos retomar a mobilização da categoria, inclusive com a possibilidade de paralisação das atividades escolares.

Nossa luta é justa e nos tem sobrado boa-vontade, temperança e flexibilização. Ao patronal tem sobrado desrespeito aos educadores, intransigência e radicalidade.

O SINPRO-BA permanece aberto ao diálogo, mas nós e nossa categoria não nos furtaremos de fazer a luta necessária.

DIRETORIA SINPRO-BA


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